Em
Terras de Aveiro

2023/12/01

Processo de certificação como Entidades Formadoras atrai cada vez mais clubes em Aveiro

Desporto

Tida por José Neves Coelho, presidente da Associação de Futebol de Aveiro (AFA), como uma medida “de uma importância vital”, o processo de certificação de clubes como Entidades Formadoras pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) viu o número de candidaturas em Aveiro aumentar 8,88%, relativamente à temporada anterior.

Em 2022/2023, 90 coletividades iniciaram este procedimento, número que aumentou para 98 esta época, sinal do reconhecimento, por parte dos clubes, da importância em obterem o estatuto de entidade formadora. “Este processo tem vindo a subir o grau de dificuldade para que os clubes que, um dia, possam integrar os campeonatos nacionais estejam preparados. Daí a razão para a Federação Portuguesa de Futebol exigir que qualquer clube que dispute as suas provas esteja pelo menos certificado”, explica José Neves Coelho, obrigatoriedade que se estenderá aos clubes que competirem no Campeonato SABSEG a partir da próxima temporada.

Através do processo de certificação como entidades formadoras, os clubes “ficam dotados de uma cronologia de trabalho que, em qualquer momento, podem consultar, tanto sobre a carreira do atleta, como o histórico do próprio clube”, explica o presidente da AFA, acrescentando que, dessa forma, “os clubes ficam altamente credenciados e preparados para desafios futuros”.

“É uma mudança radical no que diz respeito à organização dos clubes. Tanto para eles, como para a própria associação, isto é de uma importância vital”, sublinha José Neves Coelho sobre um processo “longo e trabalhoso”, que a AFA apoia “com uma equipa de trabalho que está permanentemente junto dos clubes para os ajudar a avançar”. Para além disso, “no final da época, gratificamos os clubes, com valores previamente definidos, pelas estrelas obtidas” na avaliação feita pela FPF, completa o dirigente.

O processo de certificação de entidades formadoras iniciou-se em 2015, tornando-se num fator obrigatório para que os clubes pudessem registar contratos de formação desportiva. De lá para cá, evoluiu para um modelo de qualificação dos processos de formação dos praticantes, bem como da organização desportiva dos clubes, cuja avaliação vai desde o Centro Básico de Formação ao máximo de cinco estrelas.

Para além disso, a certificação como entidade formadora é uma das exigências para os clubes receberem dividendos de transferências de atletas que passaram pela sua formação e poderem disputar os campeonatos nacionais, medida que se estenderá à participação no Campeonato SABSEG, a partir da próxima temporada.

Na última época, 76 clubes da AFA foram distinguidos como Entidades Formadoras pela FPF, superando os 68 da temporada anterior.

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