Numa nota publicada na sua página na Internet, a PGRP refere que, por despacho de 12 de fevereiro, o MP imputou ao arguido a prática, em concurso efetivo, dos crimes de perturbação de funcionamento de órgão constitucional, ofensa a organismo, serviço ou pessoa coletiva, injúria agravada e ameaça agravada, avança o Noticias ao Minuto.
O caso ocorreu no dia 30 de maio de 2022, durante a leitura de um acórdão no Juízo Central Criminal de Aveiro, em que o arguido foi condenado pela prática de crime de tráfico de estupefaciente e em pena de prisão.
Ao conhecer a decisão, o suspeito insurgiu-se contra o Tribunal e o MP, "vociferando expressões injuriosas e ameaçadoras, e efetuando gestos na direção daqueles, querendo e conseguindo perturbar o normal funcionamento do Tribunal, através da provocação de tumultos, de desordens e com vozearias na sala de audiências, e atingir a honra e dignidade profissional dos magistrados presentes", refere a mesma nota.
Avança o Noticias ao Minuto, que este incidente levou a procuradora do MP a requerer que fosse extraída certidão para procedimento criminal contra o arguido, por crimes de perturbação de órgão de soberania e ameaças.
Já a juíza presidente do coletivo, também em declaração feita para a ata, afirmou-se "profundamente ofendida".