O Ministério Público (MP) de Aveiro pediu que o julgamento de um empresário, de 55 anos, acusado de ter tentado matar a mulher, de 43 anos, com ácido sulfúrico, seja feito com um tribunal de júri, avança o Noticias ao Minuto.
A mulher acabou por morrer no hospital, após ingerir ácido sulfúrico que o arguido, alegadamente, tinha colocado numa garrafa de vinho.
O MP deduziu acusação, em processo comum e perante o tribunal de júri, contra o arguido, imputando-lhe um crime de homicídio qualificado na forma tentada e outro de omissão de auxílio.
Segundo o mesmo Jornal, o Tribunal de Aveiro agendou para segunda-feira a pré-seleção dos jurados, um processo que é feito por sorteio, a partir dos cadernos eleitorais do território do tribunal competente.
Os tribunais de júri só são possíveis para casos em que a pena máxima dos crimes em causa seja superior a oito anos de prisão e estão vocacionados para os chamados "crimes de sangue".
Segundo a acusação do MP, os factos ocorreram a 27 de maio de 2022, na residência onde o casal vivia, em Águeda, existindo "discussões frequentes e queixas" da ofendida contra o arguido, dono de uma empresa de transportes, por violência doméstica.
De acordo com a investigação, após uma discussão relacionada com a mudança da sede da empresa para um imóvel que a ofendida tinha herdado, o que não era do seu agrado, o arguido pegou em ácido sulfúrico que tinha adquirido para "reanimar" baterias dos camiões e despejou uma parte numa garrafa que já se encontrava aberta e com algum vinho branco já consumido.
A mulher foi transportada para o Hospital de Águeda onde acabou por falecer.
O MP diz que ao colocar o ácido sulfúrico numa garrafa de vinho, o arguido sabia que induziria a ofendida, que era dependente de álcool, a ingeri-lo, colocando assim nas mãos dela "a arma do crime".