José Pereira, aluno do mestrado em Administração e Políticas Públicas da Universidade de Aveiro (UA), é o novo presidente da Associação Nacional de Beneficiários da ADSE/Associação 30 de Julho, para o mandato 2025–2028. Os novos corpos sociais foram eleitos no dia 11 de dezembro de 2025, com a lista encabeçada por José Pereira a obter o apoio de 66% dos associados, sob o lema, “mobilizar os beneficiários por uma ADSE de confiança, sustentável, justa e transparente”.
José Pereira, apesar de ter a sua formação superior de base em Educação Social/ramo de Ação Social Escolar, possui diversas qualificações e competências especializadas em gestão e administração pública: titular do CADAP – Curso de Alta Direção em Administração Pública, Diploma de Especialização em Liderança e Gestão, Formação Especializada em Gestão de Projetos (PMI) e Curso de Especialização do Mestrado em Administração e Gestão Pública (componente curricular do mestrado), sendo atualmente aluno de um segundo mestrado em Administração e Políticas Públicas da Universidade de Aveiro, tendo já concluído com sucesso a componente curricular e encontrando-se a desenvolver uma dissertação de Mestrado na área de Políticas de Gestão do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia.
José Pereira, natural de Baião e residente no Porto, exerce funções de Técnico Superior Especialista e de Gestão na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Porto (ESEP_UP), onde tem vindo a ser eleito para diversos órgãos de governo e gestão, incluindo a Assembleia de Escola, Conselho Diretivo, Conselho Geral e Comissão Paritária. Atualmente, é membro e Secretário do Conselho de Representantes da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Porto.
O novo presidente considera a ADSE, e a possibilidade que esta oferece dos seus beneficiários recorrerem a privados, uma complementaridade em relação ao Serviço Nacional de Saúde (SNS): “Longe de serem ‘privilegiados’, estes cidadãos sustentam, solidariamente, um modelo que reduz de forma concreta a pressão sobre o SNS.” José Pereira defende que, se a ADSE deixasse de existir, mais de um milhão de utentes adicionais recairiam imediatamente sobre um SNS que já serve mais de 10 milhões de inscritos, “num país que investe cerca de 19% menos em saúde per capita do que a média da União Europeia (2.664 euros face a 3.285 euros, em 2024)”. O resultado, afirma, “seria previsível: agravamento das desigualdades nacionais e regionais, maior atraso no acesso aos cuidados e uma situação insustentável a curto e médio prazo”. Assim, a ADSE “não fragiliza o SNS”. “Sustenta-se a si própria, alivia o serviço público e demonstra, com factos, que é possível complementar solidariamente o SNS, sem o enfraquecer”. “O verdadeiro desafio não está na existência de subsistemas solidários autofinanciados, mas sim na necessidade de investir seriamente num SNS capaz de responder, com eficácia e dignidade, às necessidades de todos os portugueses”, conclui.
A Associação 30 de Julho é uma associação sem fins lucrativos, livre e independente, fundada na sequência do Decreto-Lei n.º 105/2013, de 30 de julho, que transferiu o exclusivo do financiamento da ADSE para os seus beneficiários, visando esta Associação contribuir para a análise, esclarecimento e discussão da evolução organizativa e funcional da ADSE e defender os direitos e interesses dos Beneficiários.
A ADSE é um subsistema autossuficiente, financeiramente sustentável, mantido integralmente por descontos obrigatórios dos seus beneficiários. De acordo com dados mais recentes publicados em dezembro de 2025, a ADSE contava com 1.350.119 beneficiários. Este número inclui beneficiários titulares (trabalhadores ativos e aposentados/reformados da função pública que descontam para a ADSE) e alguns dos seus familiares (beneficiários não titulares). Cerca de 900.000 pessoas — os beneficiários titulares — contribuem com 3,5% dos seus salários, pensões e subsídios, o que corresponde, em termos anuais efetivos, a mais de 4% sobre salários e pensões. Não há transferências do Orçamento do Estado. Não há subsídios cruzados. Há apenas um esforço continuado de trabalhadores e aposentados que, apesar disso, continuam a ser contribuintes fiscais plenos, como qualquer outro cidadão.
Fonte/Foto: UA